“O etanol recuperou apenas parte de suas perdas; tem que aguardar para sentir reflexo positivo da me

Dib Nunes, diretor do Grupo IDEA

“Conseguimos sair do sufoco depois de seis longos anos”, afirma Dib Nunes, diretor do Grupo IDEA. Segundo ele, isso acontece depois que o etanol – que absorve mais de 50% da cana nacional – foi massacrado no atual governo federal. Porque o etanol, que absorve mais de 50% da cana nacional, foi massacrado no governo Dilma. “Uma política em que cerca de 80 usinas para desativadas e quase a mesma quantidade está em recuperação judicial. É o reflexo de seis anos de congelamento dos preços do etanol”.

Para ele, o etanol recuperou parte de suas perdas, mas “temos apenas seis meses de recuperação, depois de um ano em que os produtores vendiam o máximo que podiam para fazer caixa para sobreviver. Por isso, não há um reflexo positivo dessa recuperação, mas deverá haver. Primeiro é preciso aguardar um pouco para as empresas começarem a fazer caixa, para aí sim termos um reflexo”. Ele aposta nisso porque acredita que o governo não vá abaixar os preços da gasolina considerando a situação financeira difícil da Petrobras, e mesmo num cenário de baixa da cotação do petróleo. “A remuneração atual do etanol está dando agora uma pequena margem para as usinas. Não é grande, mas ajuda as empresas a ficarem mais animadas e a produzirem etanol. Porque há mercado e o consumo é alto devido ao alto preço da gasolina”, analisa Dib. Hoje o Brasil tem uma frota de cerca de 60 milhões de veículos, sendo que pelo menos 35 milhões são flex. “É um alto potencial de consumo para o etanol, tanto que esse combustível está tendo aumento de consumo nesse momento embora a paridade não esteja em 70%, e sim um pouco mais.” Segundo ele, como a grana está curta, as pessoas estão preferindo por etanol no tanque.

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Fonte: CanaOnline