Açúcar começa semana em alta e resistência vai a 15,50 cents/lb em NY

3/16/2016

 

Os futuros de açúcar demerara iniciaram a semana em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Sustentados por uma nova previsão de déficit no ano-safra global 2015/16, os contratos romperam a resistência de 15,30 cents e trabalham agora com teto inicial nos psicológicos 15,50 cents por libra-peso.

O suporte veio após o Rabobank divulgar seu relatório trimestral sobre o mercado de açúcar, no qual elevou de 4,8 milhões para 6,8 milhões de toneladas o déficit previsto para temporada 2015/16, que se encerra em 30 de setembro. Trata-se do primeiro déficit após cinco ciclos consecutivos de excedente.

"Como consequência, ao término de 2015/16, a relação entre estoques e consumo deve ficar ligeiramente abaixo da média histórica de dez anos, sugerindo um retorno a uma situação de oferta e demanda mais balanceada", destacou a instituição.

Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, pondera, no entanto, que todos os ganhos recentes dependem da demanda. "Esse fortalecimento (do açúcar) precisa ser validado pelo mercado físico, cuja demanda sofreu uma paralisação após a entrega de açúcar da Bolsa na expiração do contrato com vencimento em março. Os prêmios para embarque imediato ainda não demonstraram a robustez necessária para a consolidação desse movimento de alta", avaliou, em relatório semanal.

Dessa forma, portanto, os futuros trabalham com suporte em 15 cents/lb e resistência nos psicológicos 15,50 cents/lb.

Nesta semana, as atenções estão no clima no Brasil, que finalmente ficou menos úmido e deve permitir o avanço da colheita da safra 2016/17. O petróleo, por sua vez, voltou ao radar. Isso porque o Irã anunciou ontem que pretende elevar em 25% o ritmo de produção, para 4 milhões de barris por dia, remando contra os esforços de reduzir a oferta global para sustentar a commodity.

O maio do demerara avançou 29 pontos (1,92%) e terminou a segunda-feira em 15,42 cents/lb, com máxima no dia de 15,44 cents/lb (mais 31 pontos) e mínima de 15,02 cents/lb (menos 11 pontos). Julho subiu 27 pontos (1,79%) e encerrou em 15,33 cents/lb. O spread maio/julho variou de 7 para 9 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a segunda-feira em R$ 77,91/saca, alta de 0,17%. Em dólar, ficou em US$ 21,38 (-0,97%).

Conforme o centro de estudos, as negociações envolvendo o açúcar cristal seguem estáveis no mercado spot paulista - volumes mais expressivos são captados apenas em casos pontuais. A indicação de que algumas usinas podem iniciar a safra de 2016/17 neste mês tem afastado parte dos compradores do mercado, que aguarda o aumento da oferta para efetivar novas aquisições, explicou o Cepea, em relatório antecipado ao Broadcast Agro.

Quanto às paridades, de 7 a 11 de março as vendas de açúcar cristal no spot paulista ainda remuneraram 10% mais que as externas. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 78,12/saca, as cotações do contrato maio na ICE Futures US equivaleriam a R$ 71,01/saca. (Agência Estado 15/03/2016)

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