Commodities Agrícolas

3/24/2016

Cacau:

 

Clima favorável: O cacau despencou ontem na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega em julho fecharam em forte baixa de US$ 68, a US$ 2.971 por tonelada. Foi à terceira queda consecutiva da amêndoa. Mapas climáticos continuam indicando chuvas para o oeste da África (que concentra os principais produtores globais de cacau), e essa condição tende a melhorar a umidade das lavouras para a safra intermediária, depois de um período de seca e calor. Além disso, os ataques terroristas na Bélgica aumentaram o temor de que a demanda possa arrefecer no país, que está entre os maiores consumidores de chocolate do mundo. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba da commodity foi negociada à média de R$ 148, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

 

Café:

 

Peso do câmbio: As cotações do café arábica registraram ontem queda significativa na bolsa de Nova York, sob o peso do câmbio. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão com perdas de 350 pontos, a US$ 1,33 por libra-peso. A alta do dólar incentiva as vendas externas de café pelos produtores do Brasil (que é o maior fornecedor global da commodity), na medida em que aumenta a rentabilidade das exportações. Com mais oferta no mercado, os preços do café tendem a recuar. De acordo com analistas, o volume de negócios também esteve reduzido ontem, devido à aproximação do feriado de Páscoa. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 520, conforme levantamento do Escritório Carvalhaes.

 

 

Soja:

 

No rastro do dólar: A alta do dólar e o avanço da colheita de soja na América do Sul pesaram sobre o preço da oleaginosa ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do grão com vencimento em julho fecharam o pregão a US$ 9,1225 por bushel, queda de 4,75 centavos de dólar. Com a moeda americana valorizada, a soja produzida nos Estados Unidos se torna menos competitiva, o que pressiona as cotações do produto. Além disso, o aumento das vendas por parte dos produtores americanos, tentando aproveitar a alta nos preços da commodity nos dias anteriores, também colaborou para pressionar os futuros em Chicago. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá teve valorização de 0,46% ontem, a R$ 74,97 por saca

 

.

Milho:

 

Lavouras brasileiras: O clima favorável previsto para as regiões produtoras de milho do Brasil e a apreciação do dólar voltaram a pressionar as cotações na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com entrega para julho recuaram 1,5 centavo de dólar, fechando a US$ 3,7325 por bushel. O movimento de queda reflete as previsões de que as chuvas serão benéficas para a safra de milho do Brasil. Neste momento, a safra de inverno está em fase final de plantio, e um bom nível de umidade é necessário para garantir o desenvolvimento das plantas. Além disso, dúvidas sobre a demanda pelo milho dos EUA também pressionaram. No mercado interno, o indicador Cepea/BM&FBovespa para o milho teve queda de 0,1%, a R$ 49,75 por saca. No acumulado do mês, porém, a cotação subiu 14,03%. (Valor Econômico 24/03/2016)

Please reload

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now