Commodities Agrícolas

4/1/2016

Açúcar:

 

 Recuo técnico: Ajustes típicos de fim de mês fizeram os preços do açúcar registrar forte queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis do açúcar demerara para julho recuaram 51 pontos, para 15,45 centavos de dólar a libra-peso. Segundo analistas, os traders venderam posições depois que as cotações alcançaram níveis considerados de "sobre compra" nos dias anteriores. Para Bruno Zanetti, analista de risco de açúcar e etanol da FCStone, a retração aproximou o mercado "à realidade dos fundamentos do Centro-Sul do Brasil: clima mais seco, mercado físico de açúcar bruto com desconto [o que indica oferta imediata mais confortável] e spreads normais". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo registrou leve queda de 0,03%, para R$ 76,68 a saca de 50 quilos.

 

 

Suco de laranja:

 

Nova disparada: Os contratos futuros do suco de laranja avançaram com força mais uma vez na bolsa de Nova York ontem com uma nova rodada de compras especulativas. Os papéis do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em julho fecharam com alta de 525 pontos, a US$ 1,4675 por libra-peso. Em apenas dois dias, os contratos acumularam elevação de 1.050 pontos. Segundo Jack Scoville, analista da consultoria Price Futures Group, a menor produção na Flórida, que abriga o principal parque citrícola fornecedor de laranjas para a indústria americana de suco, é o fator-chave para o movimento dos preços. No mercado interno, o valor da caixa de laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq teve alta de 0,71%, para R$ 14,10 a caixa de 40,8 quilos.

 

Algodão:

 

Valorização em NY: As cotações do algodão registraram valorização nesta quinta-feira na bolsa de Nova York, apesar da previsão de aumento da área plantada nos Estados Unidos em 2016/17. Os papéis da fibra para entrega em julho fecharam em alta de 59 pontos, a 58,31 centavos de dólar por libra-peso. O Departamento de Agricultura do EUA (USDA) estimou ontem que os produtores do país ocuparão 3,88 milhões de hectares com o cultivo da pluma na próxima temporada, um aumento em relação aos 3,48 milhões de hectares plantados na safra atual. Alguns analistas, porém, duvidam que essa projeção se confirme por causa do clima úmido. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias registrou ligeira alta 0,04%, para R$ 2,4332 a libra-peso.

 

Trigo: Avanço tímido:

 

As projeções mais tímidas que o esperado para o plantio de trigo de primavera nos Estados Unidos deram fôlego para os preços ontem nas bolsas do país. Em Chicago, os lotes para julho subiram 9,25 centavos, a US$ 4,8075 por bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os lotes para julho subiram 10 centavos, a US$ 4,87 por bushel. O USDA estimou que serão semeados 20,07 milhões de hectares em 2016/17, 9% a menos do que na safra atual. Dessa área, o cultivo de primavera deverá ocupar 4,57 milhões de hectares, o que foi considerado pouco pelos traders. Por outro lado, o órgão reportou forte alta nos estoques, de 20%, em 1 de março, para 37,34 milhões de toneladas. No Paraná, o preço médio ficou estável em R$ 40,22, segundo levantamento do Deral/Seab. (Valor Econômico 01/04/2016)

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