Commodities Agrícolas

4/4/2016

Açúcar:

Movimento técnico: O açúcar voltou a registrar queda na bolsa de Nova York na sexta-feira, em um dia pressionado pelo cenário macroeconômico e por vendas técnicas de fundos. Os papéis do açúcar demerara para entrega em julho fecharam com queda 18 pontos, a 15,27 centavos de dólar a libra-peso. A queda do petróleo colaborou para pressionar o produto. Mas o baixa foi ditada principalmente pela liquidação de posições compradas por parte dos fundos especulativos e pela abertura de posições vendidas. Não houve mudanças no campo dos fundamentos que justificassem a desvalorização ocorrida nos dois últimos pregões, na avaliação de analistas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal permaneceu estável em R$ 76,64 a saca de 50 quilos.

 

Algodão:

Projeção questionada: Os contratos futuros do algodão ganharam fôlego no fim do pregão de sexta-feira na bolsa de Nova York em meio a incertezas com a safra 2016/17. Os lotes para julho subiram 53 pontos, fechando a 58,84 centavos de dólar a libra-peso. Analistas e investidores têm questionado a perspectiva de que a área plantada com algodão nos Estados Unidos avançará 11%, para 3,87 milhões de hectares, como indicado no dia anterior pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Avalia-se que as fortes chuvas que caíram na porção sul do país onde se concentra o cultivo da pluma podem atrapalhar os planos dos produtores. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,05%, para R$ 2,4344 a libra-peso.

 

Soja:

Nova alta em Chicago: Os preços futuros da soja galgaram mais uma alta na sexta-feira na bolsa de Chicago, ainda diante do cenário de possível redução de área plantada nos Estados Unidos. Os papéis para julho subiram 8,25 centavos, a US$ 9,26 o bushel. Na dia anterior, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que o cultivo seria reduzido em 1%, para 33,27 milhões de hectares na safra 2016/17. Para analistas, a reação "altista" dos preços ainda pode alterar os planos dos produtores e a correlação com a área a ser semeada com milho. A valorização do óleo de soja, que responde à redução da oferta de óleo de palma da Malásia, também ofereceu suporte para as cotações do grão. No Paraná, o preço médio da soja caiu 0,02% para R$ 63,23 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

 

Milho:

Área em xeque: Após despencarem na quinta-feira, os preços futuros do milho reagiram na sexta e fecharam no campo positivo na bolsa de Chicago. Os lotes para entrega em julho subiram 2 centavos, cotados a US$ 3,5775 o bushel, na esteira de incertezas quanto às projeções de plantio do grão nos Estados Unidos. Para o Departamento de Agricultura americano (USDA), a área plantada com milho aumentará 6% em 2016/17, para 37,88 milhões de hectares. No entanto, analistas já levantaram dúvidas com relação à estimativa e observaram que o efeito negativo sobre os preços após a divulgação das projeções pode limitar a efetivação do plantio nessa extensão. No mercado doméstico, também houve valorização. O indicador Esalq/ BM&FBovespa para o grão registrou alta de 0,46%, para R$ 49,91 a saca. (Valor Econômico 04/04/2016)

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