Commodities Agrícolas

4/8/2016

Açúcar:

 

Pressão em NY: Os preços do açúcar perderam sustentação ontem na bolsa de Nova York com a retomada da queda do petróleo e a avaliação de que o mercado não está com oferta tão apertada. Os contratos para julho recuaram 16 pontos, para 14,61 centavos de dólar a libra-peso. Os analistas acreditam que o volume de cana moído na segunda metade de março tenha sido elevado. O dado será divulgado em breve pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Além disso, alguns traders ainda estão assustados com os boatos que surgiram no início da semana de que a Petrobras poderia reduzir os preços dos combustíveis, apesar de não terem sido confirmados. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,47%, para R$ 76,17 a saca de 50 quilos.

 

Algodão:

 

Vendas americanas: O forte aumento dos volumes de algodão negociados pelos exportadores americanos ofereceu impulso aos preços da pluma ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em maio registraram elevação de 0,48%, ou 28 pontos, e fecharam a 59,03 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram negociados, entre os dias 25 e 31 de março, 45,9 mil toneladas de algodão da safra 2015/16, mais do que o dobro do total negociado na semana imediatamente anterior e 45% acima da média das quatro semanas anteriores. No mercado baiano, o preço médio da pluma ficou em R$ 79,03 a arroba, de acordo com informações da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

 

Soja:

 

Troca de grãos: Os contratos futuros da soja cederam ontem na bolsa de Chicago diante da queda do petróleo e das cotações do óleo de soja. Os contratos da para entrega em julho caíram 3,25 centavos, a US$ 9,1275 o bushel. A desvalorização do petróleo prejudica a competitividade da indústria de biodiesel nos EUA e pressiona o mercado de óleo de soja, matéria-prima de biocombustível no país. Analistas ressaltam ainda que o clima úmido no Meio-Oeste americano continua como fator de incentivo para os produtores trocarem algumas áreas que inicialmente seriam semeadas com milho pelo cultivo de soja, cuja janela de plantio é mais extensa. No mercado doméstico, o preço médio da soja na Bahia ficou em R$ 64,17 a saca, segundo associação local, a Aiba.

 

Trigo:

 

Exportações fracas: Os futuros do trigo fecharam no vermelho ontem nas bolsas americanas diante de novos sinais ruins sobre a demanda pelo cereal americano. Em Chicago, os lotes para julho recuaram 5,25 centavos, a US$ 4,57 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis para julho caíram 6,75 centavos, a US$ 4,655 o bushel. Na semana até o dia 31, os exportadores americanos negociaram 58,1 mil toneladas de trigo do ciclo atual, um tombo de 76% na comparação semanal. Além disso, os EUA não acertaram a venda de nenhum lote de trigo no leilão de compras internacionais realizado pelo Egito, maior importador do cereal no mundo. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná caiu apenas 0,07%, para R$ 40,93 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 08/04/2016)

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