Ameaças climáticas

4/12/2016

Mesmo com as exportações do Brasil alguns analistas ainda projetam escassez de oferta nesta safra. O fenômeno El Niño mais forte em duas décadas reduziu a produção na China, na Índia e na Tailândia em meio ao clima seco. Na semana passada, a empresa de pesquisa F. O. Licht, com sede em Ratzeburg, Alemanha, triplicou a projeção de déficit da temporada 2016-2017 para 4,9 milhões de toneladas. Ainda é menos que a escassez de 8 milhões de toneladas prevista para a temporada anterior, estima o grupo.

O que aumenta o temor em relação à produção é a possibilidade da mudança para um fenômeno climático La Niña neste ano, que poderia provocar um clima mais seco que o normal em algumas regiões de São Paulo e dificultar a produção da próxima safra, disse Artur Manoel Passos, economista e analista de commodities do Itaú Unibanco em São Paulo. Ele foi o analista mais preciso em relação aos preços do açúcar no primeiro trimestre, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Mesmo com as ameaças climáticas, "a menos que vejamos algum choque no mercado, os preços não atingirão os níveis vistos no fim de março", disse Passos em entrevista por telefone. "Os fundos estavam muito comprados e agora estão ajustando um pouco". (Bloomberg)

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