Com aprovação do impeachment, pode vir a retaliação. Canavieiros têm que ficar alertas com os incêndios criminosos

4/18/2016

Ontem, 17 de abril, foi um dia histórico para o país. Como reflexo do desejo da nação brasileira, a maioria dos deputados federais aprovou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o que ocorreu dentro das regras constitucionais. Agora o Senado vota, no início de maio, provavelmente, a admissibilidade do processo de impeachment. Se aprovada – e há maioria pra isso -, Dilma é afastada por 180 dias, e assume o vice-presidente Michel Temer. Depois desse prazo, o Senado vota finalmente o processo de impeachment, sob a presidência do presidente do Supremo Tribunal Federal.

Ou seja, há muita água pra rolar debaixo dessa ponte ainda, mas a votação de ontem na Câmara dos Deputados pode ser o início da recuperação política e econômica do país, pondo fim a um processo de quase dois anos seguidos de crescimento do desemprego, perda de valor, desindustrialização, empresas fechando as portas, produto interno bruto das cidades e estados em queda livre.
É importante que esse período de mudanças também represente a continuidade do combate à corrupção, mas nenhuma transformação acontecerá da noite para o dia. Muito trabalho há pela frente, inclusive para recuperar a confiança do investidor e do empresariado. A roda da economia tem que voltar a girar.
Mas surge um sinal de alerta. Movimentos, grupos, partidos contrários ao impeachmento de Dilma sinalizaram que não vão esmorecer. Continuarão nas ruas, mobilizados. Mas será que isso pode significar violência, destruição, retaliação? O país que sairia perdendo.
O alvo pode ser o sistema produtivo, que para “mentes” atrasadas, é símbolo do “capitalismo”. Uma visão retrógrada, que apenas polariza a sociedade, e que pode resultar em greves, destruição de fábricas, paralisação de rodovias, sabotagem. E o agronegócio sempre é vítima dessas situações. 
Na 1ª. Reunião da Canaplan, no último dia 25 de abril, diante da iminência da aprovação do impeachment, muitos produtores de cana demonstravam preocupação com o aumento do número de focos de incêndio criminoso em canaviais. Muitos incêndios de origem desconhecida já aconteceram nesse início de ano. Perigo que fica ainda maior considerando que as chuvas cessaram e o inverno seco se aproxima. Para muitos, o jeito será tentar proteger o canavial aumentando a estrutura de bombeiro e a vigilância.
De qualquer forma, não é hora de ter receio. O Brasil precisa dar os próximos passos.

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