Commodities Agrícolas

4/18/2016

Açúcar:

 Atenção ao déficit

 As cotações do açúcar demerara dispararam na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os lotes para julho fecharam com ganhos expressivos de 83 pontos, a 15,20 centavos de dólar por libra-peso. Na quinta-feira, a trading Czarnikow previu que o consumo de açúcar deve exceder a produção em 11,4 milhões de toneladas em 2015/16, acima do déficit anteriormente previsto de 8,2 milhões. O aumento da estimativa para a produção brasileira de cana na próxima safra 2016/17 não limitou os ganhos da commodity. Também na quinta-feira, a Conab projetou que o país deverá produzir 691 milhões de toneladas de cana na nova safra, 3,8% acima do ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 75,88, alta de 0,37%.

 

Suco de laranja:

Liquidação de posições: 

O suco de laranja estendeu na sexta-feira as perdas da sessão anterior em Nova York, em uma liquidação de posições para a realização de lucros, após a alta expressiva de quarta-feira. Os lotes com entrega em julho fecharam em forte baixa de 320 pontos, a US$ 1,3805 por libra-peso. No início de abril, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou sua estimativa para a atual safra de laranja da Flórida em 7%, para 76 milhões de caixas. O volume, porém, ainda representa uma forte redução em relação à safra passada, de 20%. A Flórida detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás de São Paulo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada à indústria permaneceu estável, em R$ 14,72, de acordo com o Cepea/Esalq.

 

Soja:

Clima adverso: 

A soja voltou a registrar ganhos na bolsa de Chicago na sexta-feira, em meio às preocupações com o clima adverso em importantes regiões produtoras. Os contratos para julho fecharam em alta de 8 centavos, a US$ 9,6425 por bushel. Previsões indicavam chuvas para a Argentina no fim de semana, onde fortes precipitações e inundações já prejudicaram a produtividade das lavouras e trouxeram lentidão à colheita. Sinais de demanda aquecida também colaboraram para sustentar a alta da soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou na sexta a venda de 132 mil toneladas da oleaginosa do país para a China, com entrega na próxima safra 2016/17. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná ficou em R$ 72,13, alta de 0,60%

 

Milho:

Temor com a seca:

Os preços do milho subiram na bolsa de Chicago na sexta-feira, sob o impulso de uma cobertura de posições vendidas por parte dos investidores e das crescentes preocupações com a seca em regiões produtoras do cereal no Brasil. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão em alta de 4 centavos, cotados a US$ 3,82 por bushel. Ainda assim, os ganhos do milho foram limitados por previsões de condições climáticas quase ideais no Meio-Oeste americano nos próximos dez dias, o que tende a favorecer o plantio da próxima safra 2016/17 no país. O Meio-Oeste concentra o cultivo de milho nos EUA, país que é o maior produtor global do grão. No oeste da Bahia, a saca de milho foi negociada a R$ 41 na sexta-feira, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico 18/04/2016)

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