Commodities Agrícolas

Açúcar:

Produção acelerada: O mercado futuro do açúcar voltou a registrar perdas ontem na bolsa de Nova York diante da produção elevada no Centro-Sul do Brasil. Os lotes do açúcar demerara para julho fecharam a 15,71 centavos de dólar a libra-peso, queda de 13 pontos. Depois de uma produção de 1,429 milhão de toneladas de açúcar na primeira quinzena de abril, quatro vezes mais do que na mesma época do ano passado, a expectativa é que a oferta da segunda quinzena seja similar, já que o tempo continuou seco na região no período, afirmou Henrique Hakamine, gerente de análise de mercado da trading Czarnikow. A oferta abundante no Brasil tem atraído uma boa demanda. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,58%, para R$ 75,43 a saca de 50 quilos.

Algodão:

Queda nas vendas: A redução da demanda internacional pelo algodão produzido nos Estados Unidos pesou sobre as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho fecharam com recuo de 0,72%, ou 46 pontos, a 63,69 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país acertaram a negociação de 10,6 mil toneladas da pluma na semana encerrada dia 21 de abril, metade do comercializado na semana anterior. A redução ocorreu mesmo em um momento em que o dólar estava em queda, mais favorável para as exportações americanas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias registrou alta de 0,20%, para R$ 2,6593 a libra-peso.

Milho:

Demanda aquecida: O aumento das vendas semanais de milho dos Estados Unidos ao exterior impulsionou os preços futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão em alta de 6,5 centavos, a US$ 3,9125 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas líquidas da semana móvel encerrada dia 21 somaram 2,16 milhões de toneladas para entrega ainda na safra atual, um incremento de 80% na comparação semanal e o maior volume em uma semana desde o início da safra 2015/16. Segundo analistas, o incremento da demanda pelo milho americano reflete a falta de oferta no Brasil, segundo maior exportador do grão do mundo. No Paraná, o preço da saca subiu 0,63%, para R$ 39,71 a saca.

Trigo:

Ganhos em Chicago: As cotações do trigo ganharam terreno ontem na bolsa de Chicago diante do aumento da demanda internacional pelo cereal americano. Os contratos do trigo com vencimento em julho fecharam com alta de 2 centavos, a US$ 4,855 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que foram negociadas, na semana móvel até o dia 21, um volume de 351,9 mil toneladas para entrega na safra atual, um aumento de 19% na base semanal, e mais 454,7 mil toneladas para entrega na próxima safra. Analistas creditam o aumento das vendas dos EUA ao recente enfraquecimento do dólar, que tornou o trigo americano mais competitivo no mercado internacional. No Paraná, o preço médio do cereal não teve variação e ficou em R$ 41,40 a saca. (Valor Econômico 29/04/2015)