Commodities Agrícolas

5/2/2016

Açúcar: Alta técnica: Os preços do açúcar dispararam na sexta-feira na bolsa de Nova York em meio a movimentos técnicos. Os lotes do açúcar demerara para julho fecharam com alta de 61 pontos, a 16,32 centavos de dólar a libra-peso. Houve influência do vencimento do contrato para maio. Especula-se no mercado que serão entregues 420 mil toneladas, correspondentes a cerca de 8,3 mil papéis, e que possivelmente haverá apenas um recebedor. A ICE Futures divulga esse dado nesta segunda-feira. A recuperação do petróleo e a queda do dólar ante o real colaboraram para impulsionar os preços do açúcar. Os fundos também cobriram posições após as quedas anteriores. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,33% na sexta-feira, para R$ 75,18 a saca de 50 quilos.

Soja: Compras especulativas: O retorno de compras especulativas voltou a impulsionar os preços futuros da soja, que fecharam em terreno positivo na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos da oleaginosa com vencimento em julho encerraram a sessão com elevação de 2,25 centavos, a US$ 10,2975 o bushel. Os fundos continuam montando posições compradas, o que aproxima as cotações da commodity aos maiores patamares desde julho do ano passado. Os analistas citam as chuvas na Argentina como motivo para receios com a oferta, apesar de a Bolsa de Cereais de Buenos Aires ter mantido sua projeção para a colheita de 2015/16 em 56 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq da soja em Paranaguá registrou queda de 1,29% na sexta-feira, para R$ 81,91 a saca.

Milho: Clima no radar: As cotações do milho ganharam terreno na sexta-feira na bolsa de Chicago com a retomada do apetite especulativo no mercado de commodities agrícolas e receios climáticos. Os lotes do grão com vencimento em julho fecharam com alta de 5 centavos, a US$ 3,9175 o bushel. A falta de chuva nas lavouras brasileiras já tem provocado revisões para baixo nas projeções para o milho safrinha. Uma redução da oferta do Brasil pode manter a demanda internacional voltada para os Estados Unidos. As previsões de chuva para o Meio-Oeste americano também levantam receios quanto ao ritmo de plantio da safra 2016/17, apesar de os trabalhos estarem bastante adiantados. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa teve leve queda de 0,1% na sexta-feira, para R$ 48,65 a saca.

Trigo: Dólar em baixa: Os futuros do trigo acompanharam a tendência das demais commodities agrícolas e fecharam no campo positivo na sexta-feira, influenciados pela queda do dólar ante outras moedas e pelo apetite dos fundos por matérias-primas do campo. Em Chicago, os contratos do cereal com vencimento em julho fecharam com elevação de 3 centavos, a US$ 4,885 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis para julho tiveram alta de 4 centavos, para US$ 4,785 o bushel. A desvalorização do dólar reduz o custo do trigo americano para os países importadores, o que pode estimular as exportações do produto pelos EUA. No mercado doméstico, o preço médio apurado pelo Cepea/Esalq no Rio Grande do Sul subiu 0,75%, para R$ 686,78 a tonelada. (Valor Econômico 02/05/2016)

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