Commodities Agrícolas

5/17/2016

 

Açúcar: Fôlego técnico: Os preços do açúcar recuperaram o fôlego ontem na bolsa de Nova York com recompras técnicas. Os contratos do açúcar demerara para outubro subiram 13 pontos, para 17,12 centavos de dólar a libra-peso. O pregão foi marcado por compras especulativas e baixo volume de contratos negociados. Embora a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) tenha reportado um forte crescimento da produção no Centro-Sul em abril, os investidores já esperavam pelos dados. Os traders voltam suas atenções nesta semana para um evento do setor que ocorre em Nova York, no qual consultorias divulgarão novas estimativas sobre o balanço entre oferta e demanda de açúcar no mundo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,73%, para R$ 75,43 a saca de 50 quilos.

Café: Reflexo do Vietnã: O clima desfavorável no Vietnã, maior produtor global de café robusta, afetou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros da commodity com vencimento em julho fecharam o pregão a US$ 1,3360 por libra-peso, valorização de 350 pontos. De acordo com o analista Jack Scoville, da Price Futures Group, as chuvas no Vietnã podem comprometer a floração das cafeeiro no país. Além dos problemas climáticas no Vietnã, a falta de chuvas no Espírito Santo, que lidera a produção de robusta no Brasil, também influencia o preço do arábica, já que uma queda na oferta da espécie robusta pode direcionar a demanda para o café arábica. No mercado doméstico, a saca de café de boa qualidade foi cotada entre R$ 490 e R$ 500,00, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: África no foco: O mercado futuro de cacau fechou em queda ontem diante das estimativas de melhora nas condições climáticas no oeste da África. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o pregão na bolsa de Nova York a US$ 2.935 a tonelada, retração diária de US$ 40. Em nota, o analista da Price Futures Group, Jack Scoville, destacou que há a expectativa de que a safra intermediária seja melhor que o previsto inicialmente, gerando a esperança de que a produção de 2016/17 volte a patamares expressivos. Por enquanto, a expectativa ainda é de que a produção da Costa do Marfim seja 150 mil toneladas menor do que na safra intermediária do ciclo passado. Em Ilhéus, o preço médio ficou estável, em R$ 153 a arroba, segundo a Secretaria de agricultura da Bahia (Seagri).

Soja: Maior oferta: Com a perspectiva de aumento na área plantada de soja nos Estados Unidos, os contratos futuros da oleaginosa tiveram sua quarta sessão seguida de queda na bolsa de Chicago na segunda-feira. Os papéis com vencimento em agosto encerraram o pregão a US$ 10,6675 o bushel, leve queda de 0,25 centavo de dólar. Antes do encerramento da sessão, a consultoria Informa Economics estimou que o grão deve ocupar 33,6 milhões de hectares no país na safra 2016/17 ­ 311,6 mil hectares acima da última estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e 150 mil hectares a mais que a área plantada do ciclo 2015/16. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&F Bovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 85,47 a saca de 60 quilos, uma queda de 0,37%. (Valor Econômico 17/05/2016)

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