Unica espera diálogo e retomada dos investimentos no setor com chegada de novo governo

5/17/2016

Sempre em busca de um diálogo franco com o governo nas esferas federal, estadual e municipal, a UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar – recebe com otimismo a nova etapa vivida pelo Brasil.

Representando um dos setores mais importantes para o desenvolvimento sustentável do país, a entidade mantém abertos seus canais de comunicação com a opinião pública e sociedade em geral. Dessa maneira, se compromete a continuar colaborando com o desenvolvimento pleno da nação.

O setor sucroenergético está confiante na retomada do crescimento econômico e em uma atuação firme que enfrente os desafios do abastecimento de combustíveis e da redução de emissões do setor de transportes nos próximos 15 anos – metas ambientais assumidas pelo Brasil na COP 21 (18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030).

A economia de baixo carbono, na qual a indústria sucroenergética tem papel estratégico, pode constituir um elemento fundamental de um projeto de desenvolvimento para o País, ao permitir a retomada do crescimento econômico, dos níveis de emprego e renda de maneira sustentável. Entendemos que estas questões permanecem na pauta da nação e estaremos empenhados em manter o constante diálogo para que esta indústria inovadora, vital para a matriz energética e para a sustentabilidade, retome um ciclo virtuoso de investimentos em capacidade produtiva, de forma a garantir oferta e segurança energética. (Unica 13/05/2015)

Setor sucroenergético lamenta a retirada do etanol e açúcar de acordo comercial com União Europeia

Em relação à troca de ofertas ocorrida no âmbito das negociações de acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia no último dia 11/05, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA) - reagiu com grande indignação pela exclusão inicial do etanol, bem como do açúcar, da oferta apresentada pela União Europeia (UE), mas espera uma mudança deste cenário no decorrer do processo de negociação, pois a decisão não é final.

A expectativa da entidade é baseada em fatores econômicos e ambientais, em função dos amplos benefícios que serão trazidos tanto para o Mercosul quanto para a UE. Em relação ao etanol, é consenso que o biocombustível de cana-de-açúcar reduz a emissão de CO2 em até 90% se comparado com a gasolina (ciclo completo de produção), o que teria papel fundamental para que o bloco europeu atinja suas ambiciosas metas climáticas de redução de emissões de carbono no setor de transporte assinadas durante a COP21.

Dessa maneira, excluir o biocombustível brasileiro da oferta está em completa contradição com a estratégia adotada pela União Europeia. É importante ressaltar ainda que a inclusão do etanol de cana no acordo daria ao setor sucroenergético brasileiro mais competividade para as exportações direcionadas à região, que hoje são muito baixas devido à alta taxa existente, que é de 0,19 euros/litro. Por conta disso, mesmo sendo o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o Brasil fornece menos de 2% do etanol utilizado na Europa.

"Foi com grande decepção que constatamos a exclusão do etanol na proposta da UE. O entendimento era o de que a proposta apresentada em 2004, e que já contemplava o etanol, deveria ser considerada um piso para as negociações atuais. Ou seja, a expectativa era a de que a oferta atual deveria ser ainda mais ambiciosa do que aquela feita há 12 anos pelo bloco", afirma a presidente da UNICA, Elizabeth Farina.

O açúcar brasileiro, por sua vez, ainda sofre uma tarifa de importação absolutamente proibitiva, da ordem de 98 euros por tonelada, o que faz com que o produto represente menos do que 3,5% do volume consumido no continente. Dada a importância do setor para a economia brasileira, geração de 1 milhão de empregos diretos e aumento da renda em mais de 20% dos municípios do país, há uma grande expectativa de que o produto seja contemplado no acordo ao longo do processo de negociação entre as duas regiões, o que deve acontecer nos próximos meses.

O futuro acordo deveria reforçar os laços entre os blocos econômicos no setor de etanol e açúcar, que conta com forte investimento de grandes companhias internacionais. Para a UE, o aumento das importações do açúcar e do etanol de cana via Mercosul abriria uma excelente oportunidade de colaboração e desenvolvimento tecnológico de um biocombustível altamente sustentável, resultando em relevantes benefícios socioambientais e econômicos. A UNICA já manifestou esta preocupação ao governo brasileiro e espera um papel atuante dos representantes para um bem-sucedido acordo, que contemple os interesses do setor e do País. (Unica 13/05/2015)

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