Commodities Agrícolas

5/18/2016

 

Café: Volatilidade intensa: Os preços do café arábica na bolsa de Nova York tiveram um dia de intensa volatilidade ontem, encerrando o pregão a US$ 1,3270 a libra-peso nos contratos com entrega para julho, queda de 0,67%, ou 90 pontos. Foi a primeira desvalorização da commodity após duas semanas de alta nos preços. Uma forte seca no Vietnã e no Estado do Espírito Santo, no Brasil, dá suporte aos preços do robusta na bolsa de Londres, o que influencia as cotações do arábica em Nova York. Em abril, os contratos do café robusta tiveram sua maior média mensal desde novembro do ano passado. Com isso, os preços do arábica acumulam alta de 10,91% desde o início deste mês. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 475,54 a saca de 60 quilos, ligeira elevação de 0,08%.

Cacau: Mais chuva na África: A melhora nas condições climáticas do oeste africano segue pressionando os preços do cacau em Nova York. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o pregão de ontem cotados a US$ 2.909 a tonelada, queda de 0,88% (US$ 26). De acordo com a agência Reuters, a redução no volume de cacau entregue nos portos da Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, tem perdido força. Na semana móvel encerrada no último dia 15 foram entregues 5 mil toneladas a menos na comparação com o mesmo período do ano passado. Na semana anterior, essa redução havia sido de 10 mil toneladas. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da amêndoa ficou em RS$ 147 por arroba, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Alta em Chicago: Após quatro sessões de queda na bolsa de Chicago, os preços da soja tiveram sua primeira alta ontem, refletindo o ritmo um pouco mais lento do plantio nos EUA em relação ao mesmo período da safra passada. Os contratos com vencimento em agosto encerraram o pregão a 10,8250 o bushel, valorização de 1,47% (15,75 centavos). Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 36% da área esperada para a soja estava semeada até o dia 15, abaixo dos 41% observados no mesmo período de 2015. Analistas também atribuíram a elevação à atuação dos fundos de investimento, diante da perspectiva de uma oferta global mais apertada em 2015/16. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o porto de Paranaguá (PR) ficou em R$ 86,05 a saca de 60 quilos, alta de 0,68%.

Milho: Atenção ao plantio: As notícias de plantio um pouco mais lento nos EUA, se comparado ao mesmo período de 2015, ajudaram a sustentar os preços do milho na bolsa de Chicago. Os papéis para setembro encerraram o pregão de ontem a US$ 3,9975 por bushel, alta de 0,95% (US$ 3,75). Foi a quarta sessão seguida de valorização da commodity. Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura do grão atingiu 75% da área estimada até o último dia 15 no país, abaixo dos 82% no mesmo período do ano passado. Além disso, os investidores esperam uma migração de até 1,2 milhão de hectares do milho para a soja nos EUA, já que os preços da oleaginosa estão mais atraentes. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 51,81 a saca, alta de 0,5%. (Valor Econômico 18/05/2016)

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