CTBE divulga estudo do bagaço da cana-de-açúcar

5/19/2016

Um estudo interlaboratorial realizado pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, CTBE, e o National Renewable Energy Laboratory, NREL, em parceria com sete instituições brasileiras, uniformiza e valida metodologias analíticas para a caracterização do bagaço de cana-de-açúcar. O estudo foi publicado no Journal of AOAC International e é a primeira publicação que apresenta uma comparação entre métodos de caracterização química desta biomassa.

O artigo, intitulado "Evaluation of Brazilian Sugarcane Bagasse Characterization: An Inter-laboratory Comparison Study" apresenta os resultados da composição do bagaço da cana, realizados por oito laboratórios utilizando técnicas semelhantes com pequenas alterações nos métodos analíticos, com o objetivo de determinar as variações esperadas nesta análise.

O estudo teve início após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre NREL e CTBE em 2009, seguido de discussões e definições de protocolos aplicados pelos pesquisadores das instituições envolvidas durante encontro na instituição norte-americana. Para a pesquisadora do CTBE e uma das autoras do artigo, Maria Teresa Borges Pimenta Barbosa, o resultado do trabalho beneficiará muitas instituições nacionais e internacionais que estão trabalhando com o bagaço da cana-de-açúcar. "Para a comunidade científica é muito importante ter uma base concreta de consulta das metodologias para a caracterização do bagaço de cana, uma vez que a literatura especializada reporta normas específicas para a caracterização de outras biomassas que, quando utilizadas para a caracterização do bagaço de cana, acarretam em erros experimentais que dificultam a comparação dos resultados", reforça.

No CTBE o estudo foi realizado pelo Laboratório de Desenvolvimento de Processos (LDP), na Central Analítica para Biomassa e Derivados, composta por um conjunto de equipamentos analíticos. As instituições que também participaram deste trabalho foram CENPES/Petrobras, IQSC/USP, EEL/USP, CTC, Embrapa Agroenergia, INMETRO e IPEN/CNEN.

Com a publicação do trabalho, a próxima etapa é o estabelecimento da padronização em norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). (Brasil Agro 19/05/2016)

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