Commodities Agrícolas

5/19/2016

 

Açúcar: Pressão do dólar: O fortalecimento do dólar em relação a diversas moedas pressionou as cotações do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os contratos da commodity para outubro fecharam com recuo de 0,12% (2 pontos), cotados a 17,08 centavos de dólar a libra-peso. O dólar mais caro incentiva as exportações do Brasil ao aumentar a rentabilidade das vendas. O país é o maior produtor mundial da commodity e, num contexto de déficit na oferta global, ganha ainda mais peso no mercado. Segundo a consultoria FCStone, a safra internacional 2016/17 terá uma produção de açúcar 7,8 milhões de toneladas menor do que a demanda esperada para o ciclo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 75,72, alta de 0,37%.

Cacau: Alta técnica: Os contratos futuros de cacau na bolsa de Nova York tiveram ontem sua primeira elevação após seis sessões consecutivas de desvalorização. Os contratos com vencimento em setembro fecharam em alta de 1,06% (US$ 31), a US$ 2.940 a tonelada. A melhora no regime de chuvas no oeste da África vinha pressionando os preços. A região é responsável por dois terços da produção mundial e no último ano sofreu uma severa seca. A trading Olam International estima um déficit de oferta de 400 mil toneladas na safra atual (2015/16), o pior em 30 anos. A alta foi resultado da cobertura de posições vendidas por fundos de investimento. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio ficou em R$ 150 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau, alta de 2,04%.

Soja: De volta à realidade: Os contratos futuros da soja voltaram a cair ontem após a alta pontual no dia anterior. Os papéis com vencimento em agosto encerraram o pregão da bolsa de Chicago cotados a US$ 10,77 o bushel, queda de 0,51% (5,5 centavos). A redução nos preços reflete o possível aumento de até 1,2 milhão de hectares na área plantada dos Estados Unidos ante a redução no plantio do milho. A melhor remuneração e o tempo firme no Meio-Oeste do país são fatores de incentivo para o plantio da oleaginosa. De acordo com levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 36% da área estimada para a soja na atual safra 2016/17 já foi semeada no país. No mercado interno, o indicador Cepea/BM&FBovespa para soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 86,18 a saca de 60 quilos, alta de 0,15%.

Milho: Produção em queda: Os preços do milho registraram ontem o quinto pregão seguido de alta na bolsa de Chicago. Os contratos para setembro fecharam com avanço de 0,62% (2,50 centavos), a US$ 4,0225 o bushel. Desde que o último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma oferta mais apertada de soja, ocasionando alta nos preços da oleaginosa, o mercado tem trabalhado com a possibilidade de redução na área plantada com milho no país. Associado a um cenário de queda na produção de outros grandes exportadores mundiais, entre eles o Brasil, o preço da commodity já acumula alta de 4,86% em Chicago desde o último dia 10. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa ficou em R$ 52,82 a saca de 60 quilos, alta de 1,95%. (Valor Econômico 19/05/2016)

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