Commodities Agrícolas

6/1/2016

 

Cacau: Oferta reduzida: Os preços de cacau registraram alta na bolsa de Nova York ontem diante de um pessimismo quanto à oferta. Os papéis para setembro fecharam a US$ 3.026 a tonelada, valorização de US$ 42. Apesar do retorno das chuvas no oeste da África, os traders temem uma oferta apertada no curto prazo. As entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim na semana passada caíram para 19 mil toneladas, abaixo da 25 mil toneladas do mesmo período do ano passado. Foi a décima semana consecutiva de queda. No fim do pregão, a Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) informou que elevou sua estimativa para o déficit na safra 2015/16 de 113 mil toneladas para 180 mil toneladas. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio subiu para R$ 161 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Furacões à vista: A proximidade do início da temporada de furações nos Estados Unidos, prevista para junho, sustentou as cotações do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 1,5235 a libra-peso, alta de 585 pontos (3,99%). Segundo algumas previsões meteorológicas, as chuvas na Flórida, que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo, já estão acima da média e devem se intensificar nos próximos 10 dias. Os modelos meteorológicos indicam a formação de um sistema de tempestade tropical na região. No mercado interno, o valor pago pela indústria ficou estável em R$ 18 a caixa de 40,8 quilos, segundo levantamento realizado pelo Cepea.

Milho: Clima favorável: As cotações do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago com as especulações sobre as condições das lavouras nos Estados Unidos. Os lotes para setembro fecharam a US$ 4,0675, recuo de 7,5 centavos. As chuvas no Meio-Oeste americano geraram otimismo com o desenvolvimento das lavouras. O cenário positivo estimulou os fundos a se desfazerem de parte de suas posições. A expectativa dos analistas era de que 73% da área plantada estivesse em situação "boa" a "excelente" até domingo. Mas após o pregão, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que essa classificação se aplicava a 72% da área, abaixo da média histórica para o período (74%). No Paraná, o preço médio subiu 0,77%, para R$ 41,97 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Trigo: Clima favorável: Os preços futuros do trigo cederam ontem nas bolsas americanas com cenário positivo para a oferta. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em setembro caíram 16,25 centavos para US$ 4,755 o bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento teve queda de 12 centavos, para US$ 4,6375 o bushel. Os traders trabalhavam com a perspectiva de melhora da situação das plantações de inverno nos EUA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, após o fechamento do pregão, que 63% da área com trigo de inverno no país estava em condição "boa" a "excelente", ante 44% na média histórica para essa época. O clima também está favorável para a produção do cereal em outros países. No Paraná, o preço médio do trigo subiu 0,21%, para R$ 43,15 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 01/06/2016)

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