Chuva reduz ritmo de moagem de cana no Centro-Sul

6/2/2016

 

A moagem e cana-de-açúcar perdeu ritmo na primeira quinzena de maio no Centro­Sul do país em virtude das chuvas, mas os volumes registrados nesta safra 2016/17 continuam bem superiores aos do mesmo período da temporada passada.

Conforme dados divulgados ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), na primeira metade de maio foram processadas 39,5 milhões de toneladas da matéria-prima, 37,7% mais que em igual intervalo do ciclo 2015/16.

Na comparação, a produção de açúcar cresceu 68,4%, para 2,1 milhões de toneladas, e a de etanol somou 1,6 bilhão de litros, com alta de 29,9%. No caso do biocombustível, o avanço foi puxado pelo anidro, cuja produção subiu 65%, para 652 milhões de litros. A produção de hidratado teve alta de 13,6%, para 965 milhões de litros.

"Para um contingente considerável de unidades, observou-se significativa retração da moagem na primeira metade de maio em relação ao resultado da quinzena anterior, devido às chuvas que prejudicaram a operacionalização da colheita. Mato Grosso do Sul, Paraná e a região de Araçatuba [SP] foram as localidades mais afetadas. Essa queda na quantidade moída foi, no entanto, compensada pelo aumento no processamento pelas usinas e destilarias que iniciaram a safra 2016/17 nos últimos 15 dias de abril", informou a Unica.

Conforme a entidade, até o dia 15 de maio 257 usinas do Centro-Sul haviam estreado no ciclo 2016/17, 18 das quais iniciaram as atividades na primeira metade de maio. Da cana processada no período, uma fatia de 56% foi direcionada à produção de etanol. Desde o início da safra, o percentual chegou a 57,2%.

Desde o início da safra, segundo a Unica, o processamento de cana no Centro-Sul alcançou 108,5 milhões de toneladas na temporada 2016/17, uma alta de 57,7% sobre o mesmo período de 2015/16. A produção de açúcar cresceu 98,5%, para 5,3 milhões de toneladas, e a de etanol totalizou 4,4 bilhões de litros, com alta de 48,7%. Apenas a produção do hidratado aumentou 30,7%, para 2,8 bilhões de litros. (Valor Econômico 02/06/2016)

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