Commodities Agrícolas

6/3/2016

Açúcar: Previsão de déficit: Os contratos futuros de açúcar demerara romperam a barreira dos 18 centavos de dólar por libra-peso ontem na bolsa de Nova York, refletindo a perspectiva de déficit na oferta mundial da commodity e problemas nos embarques nos portos brasileiros. Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 18,10 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 50 pontos. As chuvas na região Centro-Sul do Brasil têm atrasado os embarques do produto, agravando ainda mais a escassez no mercado internacional. Segundo estimativa do Commerzbank, a safra global 2016/17 deve ser 11 milhões de toneladas inferior à demanda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 77,47 a saca de 50 quilos, alta de 0,26%.

Suco de laranja: Ainda os furacões: A proximidade da temporada de furacões na Flórida, onde está o segundo maior parque citrícola do mundo, levou os contratos de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) a registrarem a terceira alta seguida ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 1,571 a libra-peso, valorização de 290 pontos. Desde o feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, a commodity já acumula alta de 7,24%, sustentada também por uma queda na produção tanto na Flórida quanto no Brasil. As duas regiões sofreram com episódios de seca e avanço do greening. No mercado interno, o preço da caixa de laranja (de 40,8 quilos) destinada à indústria ficou estável em R$ 18,25, segundo levantamento do Cepea.

Soja: Rompendo barreiras: Os contratos futuros de soja romperam ontem a barreira psicológica dos US$ 11 por bushel na bolsa de Chicago em meio a especulações sobre um possível deslocamento da demanda para o grão produzido nos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em agosto fecharam o pregão cotados a US$ 11,3075 o bushel, expressiva alta de 35,25 centavos. Desde terça-feira, a commodity já acumula alta de 5,04% nesses contratos. A queda na oferta da oleaginosa no Brasil e na Argentina tornou os preços nesses mercados menos competitivos, o que deve redirecionar a demanda para a soja americana, segundo analistas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 94,70 a saca de 60 quilos, alta de 2,26%.

Trigo: Chuvas na UE: Acompanhando a alta dos demais grãos na bolsa de Chicago, os contratos futuros de trigo registraram expressiva valorização ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 4,9625 o bushel, em alta de 11,25 centavos. Além da correlação com milho e soja, as constantes chuvas durante a fase de desenvolvimento do cereal na União Europeia, importante produtora mundial, também sustentaram os preços nas bolsas. O temor é que o excesso de precipitações prejudique a qualidade da safra 2016/17. Já nos Estados Unidos e em outros importantes produtores, como a Ucrânia, as perspectivas são de bom desenvolvimento da safra. O indicador Cepea/Esalq para o trigo no Paraná ficou em R$ 870,23 a tonelada ontem, alta diária de 3,15%. (Valor Econômico 03/06/2016)

 

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