Commodities Agrícolas

6/6/2016

 

Açúcar: Atraso real: O clima chuvoso no Sudeste do Brasil já causa atraso nos embarques de açúcar nos portos brasileiros, agravando o cenário de déficit na oferta mundial do produto. De acordo com a agência marítima Williams Brazil, 47 navios estavam à espera de açúcar nos portos brasileiros até o último dia 2 de junho. Nesse ambiente, os contratos com vencimento em outubro tiveram alta de 68 pontos na sexta-feira na bolsa de Nova York e fecharam a 18,78 centavos de dólar a libra-peso. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e passou a ter ainda mais peso na determinação dos preços na bolsa desde que seus concorrentes na Ásia sofreram uma quebra de safra por conta do El Niño. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 79,25 a saca de 50 quilos, alta de 0,92%.

Café: Chuvas no Brasil: O mercado futuro de café fechou em alta na sexta-feira em Nova York, sustentado, em parte, por especulações em relação aos efeitos das chuvas na colheita do grão no Sudeste do Brasil. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 405 pontos, a US$ 1,2905 a libra-peso. Apesar da preocupação com o possível atraso, estimativa da consultoria Safras & Mercado, indicou que 21% da safra 2016/17 brasileira de café já havia sido colhida até o último dia 1º ante uma média histórica de 19%. Também na sexta, a Olam International afirmou, segundo a Reuters, que um déficit que já dura três anos no mercado global de café deverá acabar neste ano, graças a perdas menores no Vietnã e à forte produção no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 467,25 a saca de 60 quilos, alta de 1,42%.

Soja: Realização de lucros: Após terem rompido a barreira dos US$ 11 o bushel na quinta-feira e alcançado o maior patamar dos últimos dois anos, os contratos futuros de soja cederam na sexta-feira em meio a uma realização de lucros e fecharam o pregão na bolsa de Chicago em queda. "A desvalorização foi uma consequência da calmaria que se seguiu à grande euforia que tivemos nos últimos dias", disse o analista de grãos do Rabobank, Renato Rasmussen. Com a potencial ocorrência do La Niña, os investidores especulavam sobre uma possível queda na produção dos EUA. Os contratos com vencimento em agosto encerraram a sessão a US$ 11,22 o bushel, recuo de 8,75 centavos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 96,26 a saca de 60 quilos, alta de 1,65%.

Milho: Dólar em queda: A desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas deu sustentação às cotações do milho na bolsa de Chicago na sexta-feira. A moeda americana recuou após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, que ficaram muito abaixo do esperado pelo mercado, derrubando as possibilidades de uma alta de juros pelo Fed ainda este mês. Com o dólar mais barato, o cereal americano tende a ficar mais competitivo no mercado internacional, elevando a demanda pelo produto dos EUA. A quebra esperada da safra no Brasil também deu suporte aos preços. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,1975 o buhsel, alta de 4 centavos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 53,81 a saca de 60 quilos, recuo de 0,19%. (Valor Econômico 06/06/2016)

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