Commodities Agrícolas

6/21/2016

 

Açúcar:

 

Otimismo: O açúcar demerara registrou queda ontem na bolsa de Nova York em meio às expectativas de que a produção brasileira fique acima do previsto para a safra 2016/17. Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão cotados a 19,76 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 14 pontos. Embora as adversidades climáticas da primeira quinzena de junho tenham reduzido o ritmo de moagem da cana e causado perdas pontuais após geadas no Paraná, essa perda de volume será, em parte, compensada pelo aumento do teor de sacarose na cana devido ao tempo seco no início da safra, segundo analistas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,05 a saca de 50 quilos ontem, alta de 0,89% no dia.

 

Cacau:

 

Alta em NY: Os contratos futuros do cacau registraram alta ontem na bolsa de Nova York com a perspectiva de baixa produtividade no oeste da África. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 3.123 a tonelada, avanço de US$ 57. Os processadores do cacau na Costa do Marfim relatam que o tamanho diminuto da amêndoa tem atrapalhado o processamento. Além disso, há maiores dificuldades para o cumprimento dos contratos de fornecimento do produto pelos agricultores após o clima seco durante o último verão, que afetou os cacaueiros e o potencial desta safra. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabúna (BA) ficou em R$ 161 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

Suco de laranja:

 

Oferta comprometida: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registraram alta ontem na bolsa de Nova York, em meio, sobretudo, à baixa produtividade nos pomares da Flórida. Setembro subiu 20 pontos, para US$ 1,6775 a libra-peso. As expectativas de queda na produção se baseiam nos impactos do clima seco durante o desenvolvimento dos frutos e ao avanço do greening no Estado americano, que levaram o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) a estimar que a produção de laranja será a mais baixa desde 1964. O início da temporada de furações no país também dá suporte às cotações. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 19,11, segundo o Cepea/Esalq.

 

Milho: Volatilidade:

 

Os contratos futuros do milho registraram queda ontem na bolsa de Chicago com a previsão de clima úmido para todo o Meio-Oeste dos EUA ao longo desta semana. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 4,2675 o bushel, recuo de 16 centavos. A retração expressiva ocorre após a commodity ter atingido o maior patamar dos últimos dois anos na sexta-feira devido às preocupações com o clima seco. De acordo com analistas, as cotações em Chicago devem apresentar maior volatilidade nesta temporada devido à queda da produção na América do Sul e ao deslocamento de parte da demanda mundial para os EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 48,40 a saca, recuo de 4,39%. (Valor Econômico 21/06/2016)

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