Índia será a "bola da vez", e isso é bom para o setor sucroenergético


O PIB da Índia já cresce mais que o da China e o aumento do poder aquisitivo eleva o consumo de açúcar.

Em 2015, o PIB (Produto Interno Bruto) da Índia apresentou um crescimento de 7,6%, superou o ritmo de crescimento da China, cuja economia avançou 6,9%, enquanto isso, o Brasil teve queda de 3,8%. Segundo o Merrill Lynch, a economia indiana também pode ultrapassar a francesa e a britânica até 2019.

A Índia tem hoje 1,2 bilhões de habitantes e, como não tem uma política para conter o crescimento de sua população, espera-se que o país seja o mais populoso do mundo por volta de 2035.

Há uma esperança de que a Índia se torne um motor da economia global em alguns anos. O país ainda tem uma grande população rural, por exemplo, e o efeito do avanço do processo de urbanização deve ser um propulsor de crescimento.

Além disso, conforme os custos da força de trabalho chinesa aumentam, os investidores procuram alternativas em países como Vietnã, Camboja, Indonésia e - sem dúvida nenhuma - Índia.

Segundo cálculos do Banco Mundial, o PIB per capita indiano em 2015 foi de US$ 1,6 mil, com o crescimento da economia segue para um patamar médio de US$ 2, 8 mil. O do Brasil, em 2015, foi US$11,6 mil. A renda do indiano ainda é baixíssima, mas em decorrência do tamanho da população, qualquer aumento de renda causa grande impacto.

A Índia é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e um grande consumidor de açúcar. Para o economista Marcos Fava Neves, a Índia é a "bola da vez" na economia mundial, e o crescimento da renda contribuirá para o maior consumo de açúcar naquele país, fazendo com que entre menos açúcar indiano no mercado internacional, ou até mesmo, levando de forma mais constante a Índia s ser grande importador do produto. (Cana Online 24/06/2016)