Commodities Agrícolas

7/6/2016

 

Açúcar:

 

Novo patamar: No primeiro pregão após o feriado de Dia da Independência nos EUA, os contratos futuros do açúcar demerara tiveram nova alta ontem em Nova York. Com isso, os contratos mantiveram-se nos patamares atingidos na semana passada em meio à queda do dólar e à redução do ritmo de moagem no Brasil. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 20,94 centavos de dólar a libra-peso, alta de 10 pontos. Desde o início de 2016, a commodity já subiu mais de 35% refletindo um consenso no mercado de que haverá déficit na oferta mundial nos próximos dois anos. Além disso, a alta levou os produtores a fixarem as vendas antecipadamente, o que reduziu ainda mais a oferta. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 88,27 a saca, alta de 0,31%.

Suco de laranja:

Menos oferta: A seca enfrentada pelos produtores de laranja nos Estados Unidos e no Brasil, principais produtores mundiais da fruta ­ continua a dar sustentação aos contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 1,8360 a libra-peso, alta de 535 pontos. Além da seca, a safra brasileira também foi impactada por geadas no Paraná, terceiro maior Estado produtor do país. Segundo a Emater-PR (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), alguns municípios chegaram a registrar seis dias de geadas, o que preocupa alguns citricultores locais. Em São Paulo, o preço médio da caixa da laranja (de 40,8 quilos) destinada à indústria ficou estável em R$ 19,17, segundo o Cepea.

Soja:

Aversão ao risco: Uma forte aversão ao risco, gerada pelo impacto do Brexit na economia chinesa, voltou a tomar conta do mercado financeiro ontem após um feriado prolongado nos EUA e pressionou o valor dos contratos futuros da soja na bolsa de Chicago, segundo analistas. Os papéis com vencimento em agosto fecharam o pregão cotados a US$ 11,10 o bushel, queda de 54,25 centavos. Além do clima úmido nos EUA, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou queda de 35,2% nos embarques de soja na semana encerrada no dia 30 de junho, indicando uma redução pontual na demanda pela oleaginosa produzida no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 91,18 a saca de 60 quilos, recuo de 1,41%.

Milho:

Demanda mais fraca: A aversão dos investidores ao risco e a redução de demanda internacional pelo milho produzido nos Estados Unidos pressionaram o valor dos contratos do grão na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão de ontem a US$ 3,5075 o bushel, com recuo de 9,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país embarcou 20% menos milho durante a semana móvel encerrada no último dia 30, indicando uma menor demanda pontual pelo grão americano. O USDA também informou ontem que 75% das lavouras do país estavam em condições boas ou excelentes até o dia 3 de julho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,32 a saca de 60 quilos, queda de 0,58%. (Valor Econômico 06/07/2016)

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