Commodities Agrícolas

7/11/2016

 

Açúcar:

Realização de lucros: Os contratos futuros do açúcar demerara encerraram o último pregão da semana passada em queda, ampliando as perdas de uma realização de lucros iniciada no dia 6, após a commodity atingir o maior patamar desde outubro de 2012. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março de 2017 encerraram o pregão cotados a 19,81 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 19 pontos. A semana passada foi marcada ainda por um forte sentimento de aversão ao risco devido às incertezas sobre a economia mundial pós-Brexit, revertido após a divulgação de resultados melhores que o esperado sobre a criação de empregos nos EUA. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,98 a saca de 50 quilos, queda de 0,74%.

 

Café:

Efeito dólar: Os resultados da criação de empregos nos EUA, acima do esperado pelo mercado, reforçaram o otimismo dos investidores com a economia americana, gerando um maior apetite por risco e pressionando o dólar ante o real. Com isso, os contratos futuros do café arábica com vencimento em setembro registraram alta de 230 pontos na bolsa de Nova York, cotados a US$ 1,4410 a libra-peso. A moeda americana mais fraca tende a desestimular as exportações por parte dos produtores brasileiros, reduzindo a oferta no mercado internacional em um momento de queda da produção dos principais países que ofertam o grão, como a Colômbia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 498,74 a saca de 60 quilos, valorização de 0,08%.

 

Soja:

Mudança de clima: Novas previsões climáticas apontando temperaturas elevadas ao longo da segunda quinzena de julho nos EUA voltaram a sustentar os preços da soja na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 10,8325 o bushel, valorização de 32,75 centavos. Foi a primeira alta desde o início de julho, época em que as chuvas nas lavouras dos EUA e a aversão ao risco dos fundos especulativos vinham pressionando as cotações da oleaginosa. A elevação ocorrida na sexta-feira refletiu também o otimismo do mercado com a economia americana, após os dados de criação de empregos no país ficarem acima do esperado. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 87,65 a saca, recuo de 1,56%.

 

Milho:

Seca no Meio-Oeste: Depois de chegarem ao menor patamar desde 2014, abaixo do custo de produção para alguns produtores americanos, os contratos futuros do milho registraram forte alta no último pregão da semana passada em meio às previsões de clima quente e seco ao longo da segunda quinzena de julho no Meio-Oeste dos EUA. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam cotados a US$ 3,55 o bushel, valorização de 13,25 centavos. A alta foi influenciada ainda pelo maior apetite por risco do mercado. "Quando o preço está muito barato, isso acaba estimulando algumas compras no mercado futuro", afirmou Glauco Monte, analista da consultoria FCStone. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,65 a saca de 60 quilos, recuo de 0,50%. (Valor Econômico 11/07/2016)

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