Commodities Agrícolas

7/18/2016

 

Café:

Ajuste técnico: Os contratos futuros do café arábica registraram queda no último pregão da semana passada na bolsa de Nova York, após uma correção técnica. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro, fecharam a sessão a US$ 1,4755 por libra-peso, baixa de 460 pontos. Segundo Thiago Cazarini, da Cazarini Trading Company, a queda era esperada, já que a commodity alcançou a sua cotação máxima do ano na última quinta-feira. "O mercado interno continua forte, sem mudança. O que realmente ocorreu foi uma realização de lucros", explicou o analista. No longo prazo, a queda da qualidade na safra brasileira e a quebra da produção na Ásia tendem a dar sustentação aos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 503,56 a saca, recuo de 1,26%.

 

Algodão:

Quatro altas seguidas: Os contratos futuros do algodão registraram a quarta alta consecutiva na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão cotados a 74,28 centavos de dólar a libra-peso, elevação de 41 pontos. Desde que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu em 13 mil toneladas sua estimativa para a produção mundial da pluma na safra 2016/17, a commodity passou a ser alvo de especulações. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os fundos elevaram em 30% suas apostas na alta da fibra até o último dia 12. No oeste da Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 83,72 a arroba, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

 

Soja:

Moagem em queda: Os contratos futuros de soja registraram queda na bolsa de Chicago na última sexta-feira, refletindo o recuo no esmagamento da oleaginosa nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 10,655 o bushel, queda de 7,75 centavos. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês), foram processadas 3,95 milhões de toneladas de soja nos EUA em junho, acima da expectativa média do mercado, de 3,88 milhões de toneladas. O número, porém, é 5% inferior ao de maio, quando 4,16 milhões de toneladas de soja foram processadas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 89,17 na sexta-feira, recuo de 1,51%.

 

Milho:

Mercado climático: O milho continua sob os reflexos do "mercado climático" nos EUA, quando os preços do grão ficam mais sensíveis ao clima no país, pelo fato de as lavouras estarem em um período crucial do desenvolvimento. Os papéis para dezembro fecharam o pregão a US$ 3,5825 o bushel, recuo de 6,5 centavos (1,78%), diante das previsões de chuva no Meio­Oeste do país. Os preços do grão vinham sustentados pela perspectiva de temperaturas acima da média na segunda quinzena de julho e início de agosto, durante a fase de polinização do grão. As chuvas previstas para este final de semana, no entanto, afastaram momentaneamente as preocupações com o clima quente. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 43,86 a saca, alta de 1,50. (Valor Econômico 18/07/21016)

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