Commodities Agrícolas

9/2/2016

 

                                           Suco de laranja:

Ameaça concreta: A ameaça concreta de a Flórida ser atingida por um furacão após mais de dez anos sem registro desse tipo de fenômeno impulsionou os contratos futuros do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,9285 a libra-peso, valorização de 875 pontos. A depressão tropical que se encontrava no Golfo do México converteu-se em ciclone tropical nas últimas 36 horas e tem se movimentado em direção ao norte do Estado americano, com potencial de reduzir ainda mais a produção local de laranja. Estima-se que a safra deste ano seja a menor desde 1964. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja em São Paulo ficou em R$ 20,32, alta de 0,84%, segundo o Cepea.

 

Algodão: Aumento das vendas:

O aumento das vendas semanais de algodão dos EUA deram fôlego às cotações do produto ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 68,18 centavos de dólar a libra-peso, alta de 260 pontos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os EUA venderam 76,66 mil toneladas de algodão na semana móvel encerrada no último dia 25. O volume é 20,8% superior ao registrado na semana anterior, encerrada no dia 18, quando foram vendidas 63,44 mil toneladas da pluma. Os EUA são o maior exportador mundial da fibra e têm enfrentado uma demanda mais restrita devido à política de liquidação de estoques da China. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 83,39 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

 

Soja:

Reação limitada: A venda de 1,58 milhão de toneladas de soja americana na semana encerrada em 25 de agosto, reportada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), levou os contratos futuros do grão a uma reação após sete sessões consecutivas de queda. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 9,4375 o bushel, leve alta de 0,75 centavo. Mas, de acordo com Andrea Cordeiro, analista da Labhoro Corretora, ainda pesa sobre o mercado a expectativa de uma nova safra recorde nos EUA, que poderá superar a 100 milhões de toneladas. "Se não houver nenhuma novidade, essa alta pode ter sido apenas um respiro", destaca Cordeiro. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 79,47 a saca de 60 quilos, alta de 0,35%.

 

Milho:

Demanda firme: Assim como a soja, os contratos futuros do milho reagiram ao dados de vendas externas divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os papéis do cereal com vencimento em dezembro fecharam ontem a US$ 3,2375 o bushel na bolsa de Chicago, alta de 8,25 centavos. Segundo o USDA, os americanos fecharam contratos para exportação de 861,6 mil toneladas de milho. Desse volume, 647,5 mil toneladas são produto da safra 2016/17, que deve ter uma colheita recorde de 345,49 milhões de toneladas. O órgão informou ainda a venda de 129,54 mil toneladas de milho para o México. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 42,40 a saca de 60 quilos, com desvalorização de 0,73%. (Valor Econômico 02/09/2016)

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