Commodities Agrícolas

2/1/2017

 

Cacau:

 

Correção técnica: Depois de cinco quedas consecutivas na bolsa de Nova York, os contratos futuros de cacau voltaram a subir ontem. Os papéis com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 2.102 a tonelada, avanço de US$ 23. Analistas destacaram, segundo a Dow Jones Newswires, que as condições gráficas das oscilações de mercado apontam para uma fase de consolidação ou correção antes de um novo movimento de queda. Os preços futuros vinham recuando em Nova York em decorrência das previsões de superávit na oferta e de da demanda global fraca. No mercado brasileiro, o preço médio pago ao produtor de cacau em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 112 por arroba, com alta de 0,9%, conforme levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

Suco de laranja:

Realização de lucros: O otimismo com a produção brasileira de laranja na safra 2016/17, cujo volume total deve superar em 27% o registrado na temporada anterior, voltou a pressionar os contratos futuros do suco concentrado e congelado na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio devolveram os ganhos registrados na segunda­feira e fecharam o dia a US$ 1,6955 por libra-peso, queda de 495 pontos. Os padrões gráficos semanais sugerem que ainda há potencial de queda, com cotações finais próximas ou abaixo de US$ 1,5 a libra-peso para os contratos de primeira posição, de acordo com análise de Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado brasileiro, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou estável em R$ 25,58, de acordo com levantamento do Cepea.

 

Algodão:

Efeito cambial: A queda do dólar ante as principais divisas do mundo ontem impulsionou os preços do algodão na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam o dia a 75,6 centavos de dólar a libra-peso, com alta de 78 pontos. Desde o início do ano, o Dólar Índex, que mede a cotação da divisa ante as principais moedas do mundo, já recuou mais de 15%. Com o dólar mais fraco, os EUA, maiores exportadores mundiais de algodão, ganham competitividade no mercado internacional, estimulando a demanda. Nesse contexto, as vendas externas no acumulado do anosafra 2016/17 até o último dia 19 alcançou 81,5% do esperado, acima da média de 79,8% para o período. Na Bahia, o preço médio ao produtor ficou em R$ 91,80 por arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

 

Trigo:

Indefinição: A indefinição sobre a origem do trigo que será usado pela indústria brasileira este ano tem se refletido nos preços do cereal no mercado doméstico, segundo análise do Cepea/Esalq. O centro de estudos destaca que a queda de mais de 4% do dólar ante o real no acumulado do ano e a perspectiva de uma oferta abundante de trigo na Argentina são um forte incentivo às importações. No entanto, pondera, os preços mais baixos do cereal no mercado doméstico podem atrair compradores. Nesse cenário, as cotações têm apresentado comportamentos distintos nas diversas regiões do país, segundo o Cepea. No Paraná, o preço médio para o trigo duro ficou em R$ 604,32 a tonelada ontem, com queda de 1%. Já o cereal brando no Rio Grande do Sul teve alta de 0,41%, cotado a R$ 508,55, segundo o Cepea. (Valor Econômico 01/02/2017)

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