Commodities Agrícolas

3/13/2017

 

Cacau:  

Correção em NY: Após quatro sessões consecutivas de queda, os contratos futuros do cacau passaram por uma correção na última sexta-feira, refletindo a desvalorização do dólar ante as principais divisas do mundo. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1.934 a tonelada, avanço de US$ 36. Mas, no ano, as perdas do cacau já chegam a US$ 179. A commodity tem sido pressionada pelas previsões de superávit na oferta mundial em 2016/17 após o oeste da África apresentar uma das estações secas mais fracas dos últimos anos. Segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO), a oferta mundial superará a demanda em 264 mil toneladas na atual temporada. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio ao produtor ficou estável, em R$ 104 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Algodão:

Maior oferta: O algodão ampliou, na sexta­feira, as perdas registradas no pregão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou as estimativas para a safra americana da pluma. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 78,37 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 52 pontos. Segundo o USDA, os produtores americanos colherão 3,75 milhões de toneladas de algodão na atual temporada ­ volume superior às 3,69 milhões apontadas em fevereiro e bem acima das expectativas de mercado, que indicavam uma estabilidade nas previsões. Os Estados Unidos são o maior exportador de algodão do mundo. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 90,96 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja:

Efeito USDA: O aumento nas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra 2016/17 voltou a pressionar os contratos futuros da soja na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 10,065 o bushel, recuo de 4,5 centavos. Segundo o órgão americano, a produção mundial somará 340,79 milhões de toneladas de soja, 4,17 milhões de toneladas acima do projetado em fevereiro e quase 9% acima do registrado no ciclo anterior. Para o Brasil, o órgão elevou em 4 milhões de toneladas o volume estimado para a colheita na safra 2016/17, para 108 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 70,70 a saca na sexta-feira, queda de 0,94%.

Milho:

Brasil em foco: A melhora das perspectivas para a safra brasileira de milho após a quebra registrada na última temporada pressionou os contratos do cereal na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam na sexta-feira a US$ 3,6425 o bushel, recuo de 2,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os brasileiros colherão 91,5 milhões de toneladas de milho na safra 2016/17, 5 milhões acima do apontado em fevereiro e bem acima das 87,58 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. Com isso, os estoques de passagem do país deverão aumentar 19,8% ante o registrado no ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 35,44 a saca de 60 quilos, recuo de 0,25. (Valor Econômico 13/03/2017)

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