Commodities Agrícolas

4/26/2018

 

Algodão:

Correção em NY: Após uma realização de lucros derrubar as cotações do algodão em mais de 3% na terça-feira, os contratos mais negociados da pluma passaram por uma correção na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a 83,94 centavos de dólar a libra-peso, com alta de 243 pontos. Com isso, a commodity passou de queda semanal acumulada de 3,8% até o dia 24 para perdas de menos de 1% até ontem. O mercado tem acompanhado com atenção o andamento do plantio da safra 2018/19 nos EUA, onde o tempo frio e seco tem provocado atraso no andamento dos trabalhos de campo. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 104,18 a arroba, segundo dados da associação de agricultores local, a Aiba.

 

Cacau:

Nova máxima: Os contratos futuros do cacau renovaram sua cotação máxima deste ano na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 2.836 a tonelada, alta de US$ 21 e o maior valor desde setembro de 2016. O mercado tem sido impulsionado pelas previsões cada vez mais pessimistas para a oferta mundial este ano. "A demanda robusta indica que a atual temporada de 2017/18 parece tender mais para uma situação equilibrada na oferta e demanda do que para o superávit apontado pela Organização Internacional do Cacau", avaliou o Commerzbank em nota. No mercado interno, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, registrou alta de 2,14%, para R$ 162,40 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

Soja:

Quebra argentina: O mercado voltou suas atenções para a quebra da safra 2017/18 de soja na Argentina esta semana, após o anúncio, pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), de que os americanos venderam 130 mil toneladas do grão para o país sul-americano. Ontem, os contratos de soja mais negociados, com vencimento em julho, fecharam a US$ 10,3925 o bushel em Chicago, alta de 5,25 centavos. As previsões são de que os argentinos colham menos de 40 milhões de toneladas de soja ante uma previsão inicial superior a 54 milhões de toneladas. A Argentina é o terceiro maior produtor mundial de soja depois dos EUA e do Brasil. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 87,24 a saca de 60 quilos, alta de 1,63%.

 

Milho:

Plantio atrasado: O atraso no plantio da safra 2018/19 de milho nos EUA ajudou a impulsionar as cotações do grão na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 3,9575 o bushel, avanço de 5,75 centavos. Segundo o último relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da safra 2018/19 de milho nos EUA atingiu 5% da área esperada até o último dia 22 de abril. O percentual é bem inferior aos 15% observados em igual momento do ano passado e ficou abaixo da média histórica dos últimos cinco anos para o período, de 14%. Os trabalhos em campo têm sido dificultados pelo clima frio e seco no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 38,91 a saca, alta de 0,18%. (Valor Econômico 26/04/2018)

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