Commodities Agrícolas

7/13/2018

 

Cacau:

Chuvas na África:

O clima chuvoso no oeste da África em meio à aversão do mercado ao risco diante do recrudescimento da guerra comercial entre EUA e China pressionou as cotações do cacau na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.480 a tonelada, queda de US$ 21. O oeste da África, que concentra dois terços da oferta mundial de cacau, tem tido chuvas regulares e a previsão é de mais precipitação nos próximos dias. O clima tende a contribuir para melhora os rendimento da safra 2017/18. Do lado da demanda, a instabilidade econômica mundial põe dúvidas sobre o consumo na Europa e na América do Norte. No Brasil, o preço médio na Bahia (Ilhéus e Itabuna) caiu 2,32% ontem, para R$ 156 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores.

 

Algodão:

Protecionismo:

O protecionismo americano voltou a assombrar o mercado futuro do algodão na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da pluma com vencimento em dezembro fecharam a 84,54 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 184 pontos. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão e a China o seu segundo maior comprador. Com novas tarifas planejadas pelo governo Trump contra US$ 200 bilhões em produtos chineses, o mercado teme novas retaliações por parte de Pequim focando os produtos agrícolas dos EUA. No ano, o algodão acumula alta de 7,07%, refletindo as más condições das lavouras americanas nesta temporada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em 8 dias registrou alta de 0,51%, a R$ 3,4315 a libra-peso.

 

Soja:

Novas tarifas:

O anúncio de uma nova lista de produtos chineses a serem taxados pelos EUA, no valor de US$ 200 bilhões, pressionou os contratos futuros da soja em Chicago ontem. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 8,33 o bushel, queda de 22,75 centavos. O mercado acredita que a China, que já começou a cobrar uma taxa de 25% sobre a soja americana, irá retaliar os EUA com novas tarifas contra produtos agrícolas e que a reação americana prejudicou as chances de uma resolução do conflito. "[O mercado] se preocupa com o fato da situação do comércio internacional estar piorando e não melhorando", diz Rich Nelson, da Allendale. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 88,27 a saca de 60 quilos, alta de 0,75%.

 

Trigo:

Forte queda:

O anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos chineses, com iminente retaliação por parte da China, renovou o pessimismo do mercado em relação às estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os estoques no país, segundo analistas. Em Chicago, o trigo com vencimento em setembro fechou a 4,7175 o bushel, baixa de 20,25 centavos. Em Kansas, cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,74 o bushel, queda de 20,75 centavos. Segundo a Zaner, a média das previsões de mercado são de que o USDA aponte estoques de 26,48 milhões de toneladas ao fim do ciclo 2018/19 nos EUA ante 25,74 milhões em junho. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou ontem em R$ 1.019,43 a tonelada, alta de 0,16%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 12/07/2018)

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