Commodities Agrícolas

2/11/2019

 

Algodão:

Pós-USDA: As cotações do algodão recuaram na sexta-feira na bolsa de Nova York, em reação às novas projeções do USDA para a oferta e demanda. Os contratos com entrega para maio caíram 23 pontos, a 73,69 centavos de dólar a libra-peso. A revisão do USDA reforçou a tendência de fraca demanda pela pluma dos EUA. O órgão manteve a estimativa para a exportação americana em 3,2 milhões de toneladas. Do outro lado, o USDA aumentou o estoque da China, fruto da maior importação (sobretudo do Brasil) e do aumento da produção local. A nova projeção para o estoque da pluma no país asiático no fim da safra 2018/19 é de 7 milhões de toneladas. No relatório anterior, o USDA estimava 6,6 milhões de toneladas. No mercado brasileiro o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 2,9535 a libra-peso, alta de 0,23%.

 

 

Soja:

Revisão brasileira: As cotações da soja registraram ganhos marginais na sexta-feira na bolsa de Chicago, refletindo a divulgação do primeiro relatório de oferta e demanda do USDA após a paralisação parcial do governo americano. Os contratos com vencimento em maio fecharam a sessão negociados a US$ 9,2875 por bushel, alta de 1,5 centavo de dólar. De acordo com Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria Agribusiness Consultant, a produção global, recalculada para 360,9 milhões de toneladas na safra atual (2018/19), influenciou a alta dos preços. Em razão da menor colheita esperada para o Brasil, o USDA cortou a estimativa global em 8,2 milhões de toneladas na comparação com o relatório de dezembro. Em Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 77 a saca, queda de 0,12%.

 

 

Milho:

Milho Hermano: O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pesou sobre as cotações do milho na sexta-feira. Os contratos futuros para maio recuaram 2 centavos de dólar em Chicago, a US$ 3,8225 por bushel. Para Carlos Cogo, diretor da consultoria Agribusiness Consultant, a revisão feita pelo USDA na estimativa de colheita na Argentina foi relevante. O órgão elevou de 42,5 milhões de toneladas para 46 milhões de toneladas a estimativa. "Acho a projeção muito otimista, ainda que possa estar calcada no aumento de produtividade das lavouras do país", ponderou o analista. No caso do Brasil, o USDA manteve a previsão de colheita em 94,5 milhões de toneladas na safra 2018/19. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 39,99 a saca, valorização de 1,09%.

 

 

Trigo:

Sinal egípcio: O receio com a situação das lavouras de trigo do Meio-Oeste americano, devido ao clima frio, e os sinais de demanda do Egito pelo cereal dos Estados Unidos elevaram as cotações da commodity na bolsa de Chicago. Na última sexta-feira, os lotes com entrega para maio subiram de 2,5 centavos, cotados a US$ 5,1950 o bushel. Na contramão, os contratos de mesmo vencimento na bolsa de Kansas, onde é negociado o cereal de maior qualidade, caíram 2,5 centavos de dólar, a US$ 5,0125 o bushel. Na sexta-feira, o USDA também divulgou novo relatório, cortando a estimativa para o estoque mundial de trigo ao final da temporada 2018/19, de 268,1 milhões de toneladas para 267,5 milhões de toneladas. No Estado do Paraná, o preço médio ficou praticamente estável (0,05%), em R$ 891,91 a tonelada, segundo o Cepea. (Valor Econômico 11/02/2019)

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