Commodities Agrícolas

3/19/2019

 

Café:

Peso do clima: A ampla oferta global de café e o clima favorável no Brasil se sobrepuseram à queda do dólar, derrubando os preços da commodity no pregão de ontem em Nova York. Os contratos futuros de café arábica com entrega para maio caíram 95 pontos, a 96,85 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório semanal, a consultoria Pharos informou ontem que as chuvas nas áreas produtoras de café no país rapidamente se aproximam das médias históricas para março, "e já se tem projeção de superação", o que é positivo para as cafezais. No início do mês passado, a falta de chuvas chegou a ser uma preocupação nas principais regiões produtoras do Brasil. O país é o maior exportador mundial do grão. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 395,22 por saca, queda de 0,94%.

 

Cacau:

Dólar-libra: A indefinição sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) voltou a pressionar os preços do cacau na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega para julho recuaram US$ 1, fechando a US$ 2.211 por tonelada. Segundo o analista Thomas Hartmann, da TH Consultoria, os preços da amêndoa têm sentido "a oscilação da taxa cambial dólar-libra". Ontem, a libra chegou a cair a US$ 1,32 depois de o presidente do parlamento britânico, John Bercow, se negar a levar à votação "a mesma proposta (já apresentada pela primeira-ministra Theresa May)" ou "substancialmente a mesma" para terceira tentativa de acordo sobre o Brexit. No mercado brasileiro, o preço ficou em R$ 146 por arroba, de acordo com levantamento feito pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

Soja:

Realização de lucros: Sem novas informações a respeito das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, os fundos que investem em soja aproveitaram a primeira sessão da semana para realizar lucro. Ontem, os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em julho recuaram 3,75 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 9,1925 por bushel. Na semana passada, esses contratos subiram 13,75 centavos. Segundo a consultoria ARC Mercosul, o movimento de queda das cotações da commodity não deve ser "robusto" porque os investidores estão otimistas com a possibilidade de um acordo entre Washington e Pequim. Um acordo pode ampliar as embarques de soja dos EUA. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovepa para a soja entregue no porto de Paranaguá (PR) recuou 0,25%, para R$ 78,53 a saca.

 

Milho:

Indefinição: Os preços do milho caíram na bolsa de Chicago em meio à falta de notícias sobre o acordo comercial entre os EUA e a China. No pregão de ontem, os contratos com vencimento em julho recuaram 1,5 centavo de dólar, a US$ 3,8075 o bushel. De acordo com a consultoria ARC Mercosul, não são esperadas "baixas robustas" na bolsa de Chicago esta semana, tendo em vista "a posição dos fundos neste momento" e "o otimismo com a proximidade do acordo comercial entre Washington e Pequim", ainda que a questão siga indefinida. Há preocupação com a safra 2019/20 de milho nos Estados Unidos. Inundações continuam a ocorrer em importantes Estados produtores, o que poderá sustentar os preços do cereal. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 39,56 a saca, queda de 0,1%. (Valor Econômico 19/03/2019)

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