Commodities Agrícolas

7/11/2019

 

Açúcar:

Na esteira do petróleo: As cotações do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York, em paralelo à valorização do petróleo e sustentadas pela queda do dólar ante o real. Os lotes do demerara para março subiram 13 pontos, a 13,47 centavos de dólar a libra-peso. A valorização do fóssil torna o etanol mais competitivo no Brasil, desestimulando ainda a produção do adoçante. Ontem, a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção do Centro-Sul no primeiro trimestre da safra (de abril a junho) ficou 900 mil toneladas menor do que no mesmo período da safra anterior. Além disso, os investidores ainda aguardam informações sobre os impactos das geadas nos canaviais. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal subiram 0,43% ontem, para R$ 60,23 a saca de 50 quilos.

 

Cacau:

De olho nos africanos: Após forte alta no início da semana, os preços do cacau devolveram ganhos ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para setembro caíram US$ 13, para US$ 2.509 a tonelada. Em nota, a consultoria Barchart, de Chicago lembrou que a safra marfinense deve ser robusta este ano. De 1 de outubro a 7 de julho, 2,13 milhões de toneladas de cacau foram entregues nos portos, alta anual de 15%. O mercado também segue receoso dada as incertezas sobre a política de preços na Costa do Marfim e Gana. Segundo um oficial do conselho marfinense de cacau, as conversas com a indústria continuam. Ontem, o Conselho do Cacau da Malásia reportou alta de 45% na moagem no segundo trimestre. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba caiu R$ 3,6, a R$ 155,40, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

 

Soja:

À espera do USDA: Os traders ajustaram posições no mercado de soja ontem diante da perspectiva de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pode cortar sua estimativa para os estoques finais de soja no país na safra 2019/20. O relatório de oferta e demanda do USDA será divulgado hoje. Nesse cenário, os lotes para agosto subiram 8,5 centavos, a US$ 8,945 por bushel. De acordo com o analista Victor Ikeda, do Rabobank, a perspectiva era de redução nos estoques finais nos EUA em função de dois fatores: redução da área plantada e menor produtividade. O banco projeta que o USDA estimará os estoques em 22 milhões de toneladas, ante as 28,45 milhões de toneladas estimados em junho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa em Paranaguá subiu 0,79%, para R$ 78,72 por saca.

 

Milho:

Acompanhando a soja: Na esteira da soja, os preços do milho subiram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para setembro subiram 2,5 centavos, a US$ 4,35 por bushel. Parte dos analistas espera dados altistas no relatório de hoje de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A média da projeção dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal indica que a estimativa do USDA para os estoques finais nos EUA será de 41,7 milhões de toneladas, ante 42,6 milhões de toneladas estimadas no mês passado. Victor Ikeda, analista do Rabobank, crê que a estimativa para a safra dos EUA deve ser 30 milhões de toneladas inferior à produção do ciclo anterior, de 366,3 milhões de toneladas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 0,61%, a R$ 37,41 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 11/07/2019)

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